12 julho 2006

wc galdérias

O assunto deste post só vê a 'luz' da blogosfera pelo facto de ser uma questão que se arrasta há mais de um ano, sem que até hoje tenham sido tomadas quaiquer medidas para a resolver.

Passemos à questão:
— As casas de banho masculinas do Centro Comercial Galerias Alto da Barra, na Medrosa, em Oeiras.

Há alguns anos, as mesmas apresentavam-se num estado verdadeiramente lastimável e calamitoso. Quer do ponto de vista da conservação quer do ponto de vista da limpeza. Desde urinóis entupidos e rachados, lâmpadas fundidas, falta de papel, portas escalavradas, graffitis obscenos com 'publicidade' homossexual, água à mistura com porcaria pelo chão, de tudo um pouco se via (e cheirava.)

Claro que sabemos que quem destrói as casas de banho é quem as frequenta sem cuidado ou respeito pelo espaço alheio e até há quem estrague intencionalmente, por vezes só pelo 'gozo' de o fazer.
Pessoalmente, e isto é mesmo uma opinião pessoal, penso que uma parte da destruição destas casas de banho (e de outras coisas na zona) se deve à sua utilização por pessoas, não moradores nos arredores nem frequentadores habituais, que as usam em trânsito para/da praia do Inatel, que está ali perto.
Mas estes fenómenos acontecem em todos os espaços públicos e é para isso que têm que existir mecanismos eficientes de limpeza, manutenção/conservação e reparação.

Em boa hora a administração do Centro Comercial tratou de fazer obras de melhoramento que, sem dúvida, as tornaram mais higiénicas, agradáveis e utilizáveis. Nomeadamente passou a haver maior preocupação com a limpeza das mesmas.
Qual a razão para tamanha preocupação naquela altura? Desconheço. Mas tenha ela sido qual foi, essa razão deve ter desaparecido certamente visto que, como digo, no que toca à conservação as coisas andam de novo pela hora da morte.

Quanto à limpeza, de facto nada há a apontar.
Frequento este Centro quase diariamente e só uma vez me apercebi duma situação desagradável, com uma sanita entupida e atulhada de papel, facto para o qual chamei a atenção do vigilante que prontamente me disse que ia tomar medidas. A propósito deste caso devo referir que o papel que atulhava a sanita e inviabilizava o seu uso porque a entupira até ao bordo, numa mistura de papel e água, era papel 'branco como a cal da parede', ou seja, papel que não fora usado por ninguém para se limpar, o que indiciava que teria sido tirado do rolo directamente para dentro da sanita, certamente com a intenção malévola de a entupir!
É também frequente ver as mulheres da limpeza andarem por lá a limpar as casas de banho. Assim, sobre isto nada tenho a apontar.

Agora, como disse, quanto a conservação é que as coisas não estão bem. A situação tem-se degradado sem que se veja um esforço para lhe pôr cobro e está a atingir proporções deploráveis.
O w.c. tem 3 gabinetes com sanita, sendo que um deles está trancado à chave. Obviamente presume-se que seja para uso exclusivo de lojistas e empregados.
Dos outros dois, um não tem manípulo na fechadura pelo que a porta não pode ser aberta por dentro.
Isto obriga quem o usa a deixar a porta encostada e a estar com atenção, não vá ela fechar-se!

Aconteceu-me há cerca de um ano uma história picaresca precisamente por causa deste gabinete e desta porta.
Eu tinha estado a utilizar o outro gabinete, e ao sair, quando passava em frente a este, ouvi uma voz sumida que me dizia lá de dentro "Oh amigo, abra-me a porta se faz favor, qu'ela não abre por dentro!"
Assim fiz, respondendo ao dramático apelo que vinha do outro lado da porta. E de lá sai... o motorista da camioneta da Stagecoach! Depois digam que as camionetas andam sempre atrasadas...

Enfim, dos 3 gabinetes, estando um trancado, sobram 2 para utilização do público. Mas destes, 1 deles não tem forma de abrir a porta por dentro o que o torna num risco para quem o utilizar sem se aperceber desse facto. Pelo que na prática só 1 dos gabinetes está, por enquanto, funcional. O que para um centro comercial daquela dimensão é manifestamente insuficiente.
E digo 'por enquanto' dado o estado degradado em que se encontra a ombreira, a porta e a fechadura do dito. Pouco falta para que também este gabinete se torne inutilizável.
Veja-se as imagens:



Nota: Desconheço as obrigações legais quanto a casas de banho em espaços públicos, nomeadamente centros comerciais. Os estabelecimentos de restauração têm que ter uma casa de banho, pelo menos. Não sei se a área tem influência, isto é, se a partir de uma certa área terão que ter duas ou mais. Ou se tem a ver com os pisos. Duvido é que esta situação esteja a respeitar a legalidade.

fotos: 09 JUL 2006 © cv, comunicação visual 2006.

4 comentários:

Isabel Magalhães disse...

......... já perguntaste pelo Livro de Reclamações?

os estabelecimentos de restauração que existem nos centros comerciais e que pela sua pequena área não dispõem de instalações sanitárias próprias têm que disponibilizar essas instalações nas áreas comuns.

assim creio que a responsabilidade é da administração do c.c. como emtidade alugadora do espaço.

mas há também serviços de inspecção... que actuam em casos destes.

Um []

José António disse...

Olá Isabel,

Não, de facto nunca me ocorreu fazê-lo. Mas está aí uma boa ideia, até porque pelo que oiço sobre a administração (bocas dos lojistas), duvido que valha a pena, p.ex., escrever-lhes a reclamar.

Obrigado pela dica.

bjs,

Anónimo disse...

Costumava muito ir ao cenema nesta Centro Comercial e foi porque andava à procura de uma loja lá que encontrei este seu blog. É um Centro que podia ser muito melhor se apostasse em detalhes como a iluminação e higiene! Já agora permita-me fazer-lhe uma observação é que as "mulheres da limpeza" também são senhoras, pense nisso!

José António disse...

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Caro anónimo,

Dispenso a sua observação porque não lhe encontro razão de ser e não vou pensar nela.

Post scriptum: É cInema e não cEnema...

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